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13/04/2026 - Puerto Pirámides - Viedma

  • Writer: Arthur Hoppe Francisco
    Arthur Hoppe Francisco
  • May 20
  • 1 min read

Adeus Península Valdés. Longe de tudo e longe de você. Nos deixou mais questionamentos do que respostas às perguntas que já questionavam a própria possível resposta que não responderia à pergunta por ser uma pergunta com respostas que continham novos questionamentos…

Nós vimos coisas que vocês não imaginariam. Não vimos nave de ataque em chamas ao largo de Órion nem raios brilharem na escuridão próximos ao Portal de Tannhäuser. Vimos o tempo da Terra. E nesses momentos relembramos na estrada debaixo da chuva que é hora de viver.

Quilômetros de estrada com o céu delimitado apenas pelo horizonte… 360 graus ou uns 180 para quem está na moto. Guris de cidade que somos, estamos acostumados com janelas para o céu, mas não com toda a amplitude oferecida pelos territórios planos… podermos assim olhar o movimento das nuvens ao comando do vento; o vento nas linhas de chuva; o sol preguiçoso que ora se esconde, ora aparece; as linhas tracejadas de chuva que se completam ao bater em nós; e a dança de todos esses elementos numa imensidão ora azul, ora branca e ora cinza, se mesclando em diferentes tonalidades e explodindo esporadicamente em arcos coloridos para a nossa íris!

Chegamos à Viedma, a capital histórica da Patagônia por ter sido a porta de entrada para essa região. Banhada pelo Rio Negro que desce dos Andes para desaguar no Atlântico a poucos quilômetros daqui. Pela porta de entrada vamos sair da Patagônia amanhã… iniciar um retorno ou talvez iniciar uma ida para casa, pois a Patagônia merece mais um retorno e a sua porta sempre estará aberta para os Guaipecas.


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